Bio
Desde criança, dedico-me à arte como meio criativo de externalizar minhas inquietações. O elemento animal sempre foi marcante no meu processo criativo, e tornou-se mais consistente ao me profissionalizar enquanto artista. Também sou escritor e falo bastante sobre os assuntos que me interessam, como o autoconhecimento, desde nossa condição biológica à espiritualidade, estando correlacionados ao meu trabalho visual criativo.
A formação em Artes Plásticas na UFBA foi o pontapé para a profissionalização da minha criatividade, mas, como todo artista pode se identificar, oscilei minha dedicação por muito tempo, não apostando todas as minhas fichas na arte. Após desapontamentos com trabalhos convencionais que não lidavam com o criativo, percebi que ser artista era o meu melhor caminho e que eu precisava me dedicar a isso em primeiro plano.
O animal em minhas pinturas abrange o simbólico e o literal. Olhar e lidar com um animal selvagem cutuca a nossa linguagem e capacidade de comunicação com o outro diferente, e também desperta nossa busca pelas similaridades, como um fio de continuidade que nos conecta. Num mundo excessivamente humano, onde este se caracteriza particularmente pela desconstrução do ambiente para que seus anseios encontrem espaço, a presença do animal selvagem soa como uma invasão. Raramente pensamos que invadimos o seu espaço, deflagrando a nossa peculiaridade colonizadora. De certa forma, é um exercício de alteridade e consciência ecológica. Na pintura tenho representado também o ser humano focado no corpo feminino, mantendo uma coerência ao optar pela forma de um corpo diferente de mim mesmo, tal como os animais não-humanos. O corpo humano se mostra em situações de simbiose com elementos naturais, tais como madeira, terra, pelos e outros animais, expressando um contato com a matéria primordial de forma até mesmo erótica.
Currículo
| Em 2025, participou da exposição coletiva “Insurgências” na Galeria Canizares, Salvador-BA. Participou da exposição “A eternidade e o ponto absoluto”, no Shopping Iguatemi (Campinas-SP), e também da “Reflexos humanos, Ecos naturais”, na Herança Cultural (SP), em parceria com o IADE.
| Em 2024, selecionado para o 21º Território da Arte de Araraquara. Participou da exposição coletiva “Humanos” na Galeria Alma. Selecionado com duas obras e com prêmio aquisitivo para o SAV (Salão de Arte de Vinhedos). Foi selecionado e recebeu prêmio para o 4º SAPF (Salão de Arte Pequenos Formatos) de Britânia.
| Em 2022, foi selecionado para exposição no Festival de Arte Erótica (SEAF) em Seattle nos EUA, com uma pintura para o mês de abril. Realizou exposição individual em parceria com a galeria Yellow Frog no Hotel Ondina Apart. Foi também selecionado com uma pintura para o 19º Salão Nacional de Jataí em Goiás no mês de maio. Selecionado para o MUSA em São Paulo - SP, no mês de julho, expondo uma pintura na Galeria RG.
| Em 2021, foi selecionado para exposição no Festival de Arte Erótica (SEAF) em Seattle nos EUA, com uma pintura, no mês de outubro.
| Em 2020, exibiu 6 pinturas no cinema Sala de Arte da UFBA entre fevereiro e março.
| Em 2018, realizou sua exposição individual “Pulsões à deriva” no Sesc Caixeiral, em Parnaíba – PI.
| Em 2017, Participou com sua exposição “Zoomorfismo” no espaço Sobrado, Teresina – PI.
| Em 2015, foi selecionado para participar do Circuito das Artes com duas pinturas.
| Em 2014, participou de diversas exposições coletivas, dentre elas duas edições dos Salões de Artes Visuais da Bahia de 2014: Camaçari e Paulo Afonso, tendo sido premiado nesta última, e posteriormente participado da exposição de premiados dos Salões de Artes Visuais da Bahia no MAM, em Salvador (BA). Foi organizador, curador e expositor da coletiva “Almotolia’’, no espaço BAHVNA, Salvador (BA).
| Em 2009, foi selecionado no edital ‘’Ed, o tal’’, para a realização de sua exposição individual ‘’Partículas Subatômicas’’ através do Theatro XVIII, em Salvador (BA).


